10mar 2015

Admirável Mundo Novo: Descobertas Maternas

Post por às em Criação com Apego, Filhos, Mães

Olá mamães! Sejam todas muito bem-vindas ao Estação Materna. Eu sou a Liri, mãe do Luka de 07 anos e a Lorena (minha ruivinha e pequena viking) de 06 meses. Esses dois são tudo na minha vida! Afinal foi através deles que adentrei no universo materno e conheci as dores e as delícias de ser mãe, me transformando por completo, conhecendo um amor inigualável!

Minha saga teve início em 2006; quando aos 25 anos descobri que estava ligeiramente grávida do meu primogênito. Desde então, tudo mudou e continua mudando na minha vida. Com meu filho, me tornei mãe pela primeira vez e me deparei com esse universo repleto de descobertas e muito gratificante que é a maternidade.

Em 2013, sete anos após engravidar do primeiro filho, e com 32 anos, descobri que estava grávida novamente. Neste instante, tive a oportunidade de aprender coisas novas sobre a maternagem. Desde a gestação da Lorena ficou muito nítido para mim, como cada momento é único, especial, trazendo sempre um aprendizado peculiar.

Cada gestação é de uma forma, nos propiciando oportunidades diferenciadas de aprendizagens. Da mesma maneira, como cada filho é único e insubstituível; nos ensinando lições distintas (porque é sim, totalmente possível  e necessário aprendermos e muito com eles!). Cada filho meu, me oportunizou novas descobertas maternas.

A maternidade é um universo infinito de possibilidades e aprendizados contínuos. Não existe uma receita exclusiva a ser seguida. Porém, exige vontade de aprender, paciência para ensinar, dedicação e amor, muitoooo amor! Parafraseando um pouco Simone de Beauvoir eu diria:  “Não se nasce mãe, torna-se mãe”.

Com a minha segunda gravidez, pude entender que mesmo uma mãe de segunda viagem, ainda tem muito a descobrir, porque o universo materno é multifacetado e nunca saberemos e conheceremos por completo tudo o que se relaciona com ele!

É impossível porque a cada dia a jornada materna, traz junto com ela situações inusitadas, e é no dia a dia que vivencia-se e aprende-se a lidar com as alegrias e as dificuldades. Sempre iremos nos deparar com novas situações em que o improviso será necessário, mas com uma boa dose de informação e apoio tudo fica mais leve.

materna

Conhecimentos e experiências maternas que já foram testadas anteriormente por outras pessoas e que trazem resultados positivos; devem e valem muito a pena serem compartilhadas com outras mães, cuidadores e todos os que se interessem por este universo. Sempre com um propósito de apoio, auxílio, aprendizado e troca de experiências.

Por este motivo é que resolvi criar este blog. Com um intuito de compartilhar minhas experimentações maternas e trocar também conhecimentos com outras mães; gerando uma rede de apoio materno.

Como falei anteriormente, na maternidade não existe uma fórmula única, que deve ser seguida por todas as mães. Mas é verdadeiro afirmar que existe muita informação de qualidade por aí que pode auxiliar e muito, assim como também existem informações errôneas que podem atrapalhar e confundir nossa jornada materna.

Sendo assim, é importantíssimo o acesso a informação de qualidade para que possamos seguir em frente na nossa empreitada com a maternidade, de maneira mais prazerosa, enriquecedora e apoiando umas `as outras nessa caminhada transformadora. Assim fica mais fácil não é mesmo?!

Quando nos deparamos com um acontecimento materno, que não sabemos muito bem como lidar, seja por inexperiência, ou qualquer outro motivo; mas contamos com o apoio de outras mulheres que possam nos orientar de forma positiva, nos sentimos mais seguras e confiantes para tomar também nossas próprias decisões. Se uma mulher torna-se empoderada ela está pronta para empoderar muitas outras mulheres.

Na minha primeira gestação, infelizmente eu não tive a oportunidade de receber muita orientação de qualidade e isto me levou a algumas experiências que não foram muito gratificantes. Me faltou mais autonomia, justamente pelo desconhecimento de informações que fariam a diferença naquele momento.

Quando somos mães de primeira viagem, temos muitas dúvidas, a ansiedade acaba tomando conta de nós, o que faz com que a gente na maioria das vezes, acredite em tudo o que ouve por aí e dessa forma, acabamos cometendo alguns desatinos (risos).

Na segunda gravidez como eu já não era mais mamãe de primeira viagem, muita coisa já não era mais novidade e minha ansiedade estava mais controlada; pude buscar mais informações. Desta maneira eu me permiti mais uma vez adentrar nesse admirável mundo novo que envolve ser mãe, com novos conhecimentos.

Hoje em dia me reciclei como mãe. Renovei experiências que não me trouxeram muitos êxitos no passado. Desta maneira, absorvi novos conhecimentos para a tomada de atitudes que estão me trazendo resultados extremamente maravilhosos no presente.

Percebo que estamos vivenciando um momento de bastante relevância no modo de sentir e vivenciar tudo o que envolve a maternidade atualmente. Estamos nesse processo de transformação. Em um período, de repensar valores, de resgatar o parto natural, humanizado, o parto em casa realizado com o auxílio de parteiras; como eram feitos no passado por nossas avós e bisavós.

Compreende-se que o parto é um evento natural e não médico, possibilitando tranquilamente a mãe decidir parir na rua, na chuva, na fazenda, ou numa casinha de sapê (risos).

Isso é possível desde que a mulher se encontre em condições saudáveis para tal decisão, sem colocar em risco a sua vida e de seu bebê. A mãe em todas as situações deve sempre fazer o acompanhamento pré-natal, para assegurar-se de que está tudo bem com ela e seu filho. Entretanto, pesquisas realizadas recentemente pela Fiocruz, nos mostram que o número de “riscos de parto”  em casa ou hospitalares são bem pequenos.

Existem muitas pessoas repensando e transformando a forma de se olhar a maternidade, para que cada vez mais mulheres e famílias possam se beneficiar de valores pautados no amor, carinho e respeito. A presença das doulas, acompanhando as gestantes, tem se mostrado muito eficaz, como uma grande fonte de apoio; elas também fazem parte desta corrente do bem. Elas são mais uma opção dentre tantas outras escolhas que as gestantes podem obter durante o período gestacional. Isso é lindo demais!!

Está ocorrendo um movimento ativo, estimulando um reencontro com nossas raízes e resgatando uma maternidade que havíamos perdido: mais amorosa, natural, com apego, priorizando cada vez mais o vínculo afetivo entre mãe e filho. O aleitamento materno  a livre demanda tem sido também estimulado, assim como a cama compartilhada, aumentando este vínculo ainda mais.

admiravelmundonovo

Existe hoje, uma movimentação bastante significativa neste sentido, que há 10 anos atrás por exemplo não encontrava tanta força como agora. A internet com sua facilidade de propagação de informação, tem contribuído muito nesse aspecto. Facilita o acesso aos novos conhecimentos e ideias destes movimentos ao parto ativo, humanizado, empoderado, e unindo grupos de pessoas com os mesmos propósitos; fortificando mais ainda essas mobilizações.

Ao mesmo tempo que a internet fortalece essas correntes, é uma moeda de dois lados, porque infelizmente existe ainda, muita falta de informação de grande parcela da sociedade que ocupa seu tempo propagando essas “desinformações”. Me refiro as desinformações, como por exemplo incentivar uma mãe ao desmame precoce, fortalecer mitos como a “falta de dilatação”  para justificar uma cesárea desnecessária e muitos, muitos outros.

Sendo que, atualmente no primeiro exemplo, reconhece-se, mais do que nunca os benefícios do leite materno e no segundo, já foi mais que desmistificada a falta de dilatação. Toda mulher tem dilatação. E se não teve é porque não foi esperado o tempo suficiente para tal.

Por este motivo, devemos sempre buscar informação de qualidade e atentar-nos a tudo o que ouvimos e lemos, para saber diferenciar informações positivas de outras que não são tanto assim.

Neste sentido o que eu quero dizer é que devemos filtrar mais o que chega até nós, pois com as informações necessárias é  muito mais propício acertar nas escolhas e vivenciar uma maternidade mais plena. Podemos aproveitar e participar dessa “onda” de mudanças positivas que estão acontecendo, contribuindo para este novo olhar perante a maternidade, um olhar mais acalentador e humano.

O que me auxiliou muito na segunda gravidez, para que meu olhar também fosse voltado para uma maternagem mais ativa, amorosa e satisfatória; foi a busca por novas informações. Além disso, também participar de rodas de gestantes (conversar com pessoas que estavam passando pela mesma fase que eu), receber este apoio de outras mulheres foi fundamental.

Outra coisa que me favoreceu bastante foi fazer yoga para gestantes, que me trouxe muita conexão comigo mesma e com meu bebê, proporcionando bastante centramento e confiança em mim mesma.

O meu segundo filho me descostruiu por completo, mostrando-me que os conhecimentos que eu já havia adquirido com a chegada do primogênito, poderiam ser renovados para alcançar resultados diferentes.

É claro que sempre vamos ter erros e acertos, mas o que vale é priorizar uma maternidade ativa, intuitiva, prazerosa e empoderada. Todas as vezes que um filho nasce; também nasce um novo aspecto da nossa faceta de mãe e mulher. A metamorfose ocorre de dentro para fora e de fora para dentro. É um verdadeiro rito de passagem.

Por acreditar que as mães e as mulheres sempre podem se ajudar e apoiar mutuamente, em todas as nuances de seu sagrado feminino, é que convido todas vocês a embarcar comigo nesta Estação; afim de desbravarmos juntas este universo materno tão mágico e transformador em nossas vidas.

Vamos juntas, nesta aventura! Unidas somos mais fortes! Avante, mamães na nossa viagem que promete muitas emoções e novas descobertas!

E a propósito, quais foram as suas descobertas maternas que você gostaria de compartilhar com a gente?! Nos conte um pouco, elas podem auxiliar outras mães e ajudar a fortalecer nossa rede de apoio materno!

Beijos Maternos, Liri ♥

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