25ago 2015

Como lidar com as mudanças do corpo pós-parto?

Post por às em Mães, Pós-parto, Saúde

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Muitas vezes, lidar com o “novo corpo” do pós-parto é difícil. Continua sendo seu corpo logicamente, mas ele está diferente. O corpo mudou sim com as diversas transformações que passou durante os nove meses do período gestacional. A barriga pode ficar flácida, com estrias. O mesmo pode acontecer com os seios. Muitas mulheres encontram dificuldade em voltar ao peso anterior a gestação.

Muitas gestantes se preocupam com essas transformações do pós-parto e cuidam com a alimentação, fazem atividades físicas, buscam uma vida mais saudável do que tinham antes de engravidar. Outras já têm esse hábito e se cuidam mais ainda, ou acabam se descuidando. Algumas acreditam que isso não é tão importante assim, comem bastante, fazem muito pouca ou quase nenhuma atividade física e continuam mantendo os mesmos hábitos que tinham antes de engravidar.

Independentemente de tudo isso, se você sempre teve um estilo de vida mais saudável ou se não liga muito para isso, a verdade é que sim; adotar hábitos mais saudáveis como praticar exercícios e buscar uma alimentação mais natural desde a gestação, vai te auxiliar a voltar mais rapidamente ao corpo anterior a gestação no pós-parto. Ainda contribui em diversos aspectos, como: a ter um pré-parto mais ativo e sem muito cansaço, no parto vai facilitar para um parto normal e mais saudável.  No  pós-parto vai ajudar para uma recuperação melhor.

Todos esses aspectos estão mais associados com a saúde da mulher e bebê do que necessariamente com padrões estéticos, apesar de se complementarem. Quando nos alimentamos de maneira mais saudável, praticamos exercícios físicos, é lógico que teremos uma vida com mais qualidade e como estamos nos cuidando, ficamos e nos sentimos mais bonitas. Eu sempre me mantive próxima de uma vida mais saudável. Sempre tive por hábito a prática constante de atividades físicas e sou adepta de uma alimentação mais natural. Antes de engravidar do meu primogênito fazia ballet clássico, dança moderna, jazz,  dança do ventre, yoga, musculação, alongamento.

Passava muitas horas do dia me exercitando pois era bailarina. Tinha um corpo bastante forte, um físico magro e “atlético”.  Quando engravidei do Luka, continuei fazendo dança, mas também tinha uma nova paixão que adotei pouco antes de engravidar: o teatro. Havia passado no vestibular e adentrado na faculdade de artes para o curso de licenciatura em teatro pouco antes de descobrir a gravidez.

Aos poucos já tinha deixado a dança mais de lado para me dedicar a arte teatral. As aulas de teatro também são bastante dinâmicas, mas não se comparava com as aulas de dança e nem do ritmo do qual estava acostumada anteriormente. Na primeira gestação, ainda nos primeiros meses fiz um pouco de dança e continuei com o teatro até os 8 meses. Mesmo conduzindo uma gravidez com bastante atividades, na questão alimentar me descuidei um pouco.

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Comia muito, sentia bastante fome e não estava muito preocupada com a forma física da qual sempre me preocupava. Acabei que ao final da minha gestação havia adquirido 25 quilos!!!! De 55 kg que tinha, passei para os 80 Kg. Aumentei muito o peso. Os especialistas de saúde em média  recomendam as gestantes,  que no máximo engordem 13 Kg (na verdade cada mulher deve engordar o quanto quiser, mas  depois fica mais difícil de perder os quilos extras e os riscos de  complicações aumentam no processo gestacional que envolve pré-parto, parto e pós-parto). Eu havia engordado o dobro do “recomendado”!!! E aí que quando meu filho nasceu, foi extremamente difícil aceitar o meu novo corpo!!!

Não tinha nenhuma estria na barriga, algumas nos seios, mas nada exagerado. O que me incomodava profundamente era o meu peso. Foi um processo muito doloroso e complicado de “aceitar”, de lidar com o corpo do qual me deparei no pós-parto e que era meu. Só meu. Logo que o Luka nasceu perdi 10kg, mas os outros 15 kg, foi difícil de perder!!! Eu que estava tão acostumada com meu corpo leve e magro, agora tinha que me adaptar a um corpo de 70 kg, muito mais pesado, desengonçado. Tinha dificuldades de me locomover como antes, pois já não tinha a mesma agilidade corporal. Me sentia gorda e feia. Odiava a cicatriz da cesárea da qual fui submetida.

Demorei 3 anos para conseguir emagrecer um pouco mais, voltar com as atividades físicas e me sentir melhor com meu corpo. Não me enxergava mais bailarina de jeito nenhum (risos) e não retornei mais ao ballet, somente ao teatro. Depois de mais um tempo voltei para a musculação e já me sentia muito mais disposta e feliz com meu corpo atual. Na segunda gestação engordei 14 kg (bem menos), praticamente metade e foi mais fácil voltar a forma anterior a gestação, mas mesmo assim ainda tenho uns bons quilos aqui pra perder rss. Nessa última gestação pratiquei teatro e yoga para gestantes.

Pasmem! Minha barriga ficou menos flácida e a recuperação toda no geral foi mais rápida e “fácil”. Mesmo eu já ter passado dos 30 anos de idade. Acredito que nessa gravidez passei por um processo de transformação interior muito maior. Na primeira acredito que foi o contrário. O processo exterior foi maior em todos os sentidos. Desta vez me senti menos culpada com meu corpo e com mais agilidade desde o início do pós-parto.

Quero retornar as atividades físicas e perder mais peso o mais rápido que puder e conseguir. Mas não é muito fácil, pois trabalho em casa e cuido dos filhos. Ainda não estou encontrando tempo para isso, mas pretendo sim me organizar para que isso aconteça. Tenho muitas amigas que ficaram com muitas estrias na barriga, nos seios. Elas se sentiam mal, mas agora vejo elas também bem melhores com elas mesmas e mais bem resolvidas com seus corpos.

Hoje em dia existem muitos movimentos, nesse sentido de retomada da autoestima dessas mulheres “devolvendo-as” sua beleza. Na verdade toda mulher é bonita ao seu modo, apenas o que a impede de enxergar isso são os esteriótipos impostos pela mídia e sociedade. Falo isso porque a mídia sempre massacrou muito nós mulheres nesse aspecto.

Sempre fomos cobradas a estar lindas, magras. Principalmente sempre existiu a ditadura da magreza, da qual acho sinceramente ridículo.  Acho incrível esses movimentos que apoiam “mulheres reais”, que tem celulite, estrias, que não fazem o tipo magérrima e que conseguem quebrar com tais rótulos. Admiro todas essas mulheres que guardam em seus corpos essas marcas da transformação: a grande e mágica metamorfose da vida, promovida com a chegada da maternidade, de um novo ser, de um amor que é tão grande que mal cabe dentro do peito.

Não existe nada mais lindo do que isso. Guardo duas cicatrizes de duas cesáreas (um dia conto melhor essa história pra vocês). Tenho algumas estrias espalhadas, mas hoje conheço a força que tem meu corpo quando cheguei a 8 de dilatação na maternidade, em trabalho de parto ativo.

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Conheço a força de cada contração, conheço o quanto é prazeroso o meu corpo servir de aconchego para cuidar, alimentar e acalentar os meus filhos. Conheço a força do AMOR, a força da vida, o poder e a magia de gerar um novo ser!!! E isso não tem preço que pague. Meu corpo é muito mais sábio e experiente depois de passar por um processo lindo de duas gestações. Depois de meus seios terem amamentado e alimentado dois bebês.

Me sinto sim, hoje em dia muito mais forte e empoderada. Acho que essa deve ser a sensação de muitas mulheres também. Toda mãe é linda, é amor, é poesia, é transformação, metamorfose. Quando vou para a praia, uso biquíni! Bi-quí-ni sim; mesmo não tendo mais meus 55 kg, qual o problema? rss Juro que até agora, nunca troquei o maiô pelo biquíni. Não vejo vantagem nisso, não sinto essa vontade imensa de esconder meu corpo.

Devemos acolher nosso corpo novo, que está não só cheio de marcas externas mas internas também. Nosso corpo foi a casa dos nossos filhos durante 09 meses. As transformações foram imensas, de dentro pra fora, de fora pra dentro. Aceitar nossas imperfeições, ser lindas do nosso jeito, sem deixar de nos amar e de nos cuidar! Acho que o que acontece muito também é que quando nossos filhos nascem, acabamos que cuidamos muito deles e esquecemos de nós! Mas a gente também precisa de cuidados e de ser cuidada também muitas vezes. Não vamos esquecer disso.

Além do mais, já foi provado que nosso estado mental, afeta nosso corpo físico sabiam? Então quanto mais lindas nos sentirmos, mais ainda ficaremos! O corpo também é algo que “construímos”. Fazemos isso, através da alimentação, com os nossos pensamentos, com academia também, até com plásticas e tratamentos estéticos!! Tem opção para todo mundo!

Então se você ainda não está satisfeita com seu corpo pós-parto, lembre-se que nada está perdido e mãos a obra. Estamos sempre em construção. O maravilhoso da vida é isso, sempre nos reconstruir e nos reinventar! Salve a criatividade! Salve todas as mães! Salve nossos corpos e ventres sagrados: Viva, viva!! Salve o nosso  sagrado feminino que é capaz de trazer outros corpos a vida!!!! Você é linda! Todas nós somos! O que falta muitas vezes é  nos amar e nos acolher mais. Como lidaram com as transformações do corpo no pós-parto? Compartilhe com a gente suas experiências.

Beijos maternos, Liri ♥

 

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