01abr 2015

O que fazer com tantos “pitacos”?!

Post por às em Dicas, Mães, Vídeos

Muita gente, gosta de dar seus pitacos e “opiniões”, sobre a vida dos outros não é mesmo?! Se ainda os solicitamos é uma coisa, o problema é quando acontece o contrário. A impressão que tenho é a de que gestantes  e mães, são as que mais “atraem” esse tipo de situação, tamanha é a quantidade de palpiteiros de plantão que aparecem nesta etapa da vida da mulher rsss. Quem nunca deu também os seus pitacos por aí, que atire a primeira pedra (risos). Estamos muito suscetíveis a isso, quando vemos ou ouvimos algo,  parece que é mais forte do que a gente, e sentimos aquela vontade de dar nossa “humilde opinião”.

Só que muitas vezes, essas “humildes opiniões”, acabam gerando uma situação bastante desagradável em diversos sentidos.  É muito inconveniente, dar opinião sobre algo que não diz respeito a nossa vida, sem sermos convidados para tal. Quando estamos grávidas e quando nos tornamos mães, parece que as pessoas gostam mais ainda de proferir seus pitacos e se sentem “verdadeiros especialistas” no tema. Tem até as especialistas que nunca tiveram filho na vida, mas gostam de dar pitaco na criação do filho dos outros rsss. Gostam de dizer o que “acham” que é melhor para nós, qual o melhor médico, qual a melhor forma de criar nossos filhos, como se entendessem muuuuito do assunto.

Um agravante nessa história, é que quando estamos grávidas, ficamos mais sensíveis, por conta de todas as mudanças hormonais que estão acontecendo no nosso corpo, e tudo o que menos queremos e precisamos é de pitacos desnecessários. Ao contrário, tudo o que precisamos é de acolhimento, apoio, informações de qualidade. Porque se alguém pretende nos “ajudar” é desta maneira. O mesmo acontece quando acabamos de nos tornar mães. Neste instante o que queremos é  empatia, ajuda. Essas “opiniões” todas só nos deixam nervosas e fazem com que a gente se sinta muitas vezes incapaz de conduzir nossa própria vida  e nos rouba nossa autonomia.

Pitaco, não é apoio e não é acolhimento. Não ajuda em nada. Opiniões não são fatos. Quando eu estava grávida da Lorena, e optei por um parto normal; ouvia muitas pessoas me chamando de louca por tal escolha, diziam-me que eu não ia suportar a dor, entre outras coisas. Como podem me dizer que eu não suportaria  a “dor”? Eu queria ouvir palavras de conforto, de apoio. Gostaria de escutar, palavras positivas, de que sou capaz e forte. Que dor de parto é uma dor que minha avó aguentou, que minha mãe aguentou. E que mulheres conseguem, porque são todas elas fortes!

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Ainda bem, que eu ainda consegui receber essas palavras de algumas mulheres empoderadas que se faziam presentes na minha vida. Elas me deram esclarecimentos e me auxiliaram no meu próprio empoderamento. Sou muito grata a elas que tinham palavras de amor a me oferecer e me inspiraram a descobrir a minha própria força, e não a sentir medo dela. Hoje em dia, continuo ouvindo muitos pitacos, sem solicitar. Pessoas desinformadas, que chegam perto de mim, para dizer que talvez meu leite seja fraco, que minha filha está “magrinha”, que eu deveria oferecer leite de vaca para ela.

Quem está bem informada sabe que todas essas coisas, nunca devem se dizer a uma mãe. Primeiro, que não existe leite fraco, e o mesmo é o melhor alimento a ser oferecido ao nosso bebê. Segundo, que oferecer leite de vaca ao bebê, já está provado que pode acarretar diversas alergias, e não é nada aconselhável antes de completar 01 ano. Minha filha tinha três meses quando escutei uma aberração dessas! E aí eu te pergunto: Será que essas pessoas acham mesmo que estão ajudando?! O pior é que elas se encontram tão desinformadas que acreditam que sim! Sabe, eu já sofri muito com esses pitacos fora de hora, se é que eles tem hora (risos).

Hoje em dia, eu não dou ouvidos, procuro sempre estar bem informada, cuidar da minha própria vida, dos meus filhos e fazer o que eu sei que é melhor para eles; e não o que os outros “acham” que sabem, porque na verdade pouco sabem. Quando alguém esclarecida e empoderada chega próxima a mim, para falar algo coerente, com respaldo científico, eu sou a primeira a querer ouvir e aprender. Isso não é pitaco e não é opinião. Isso sim é ajuda e informação útil. Isso vai acrescentar e não atrapalhar e nem causar confusão!

Acredito que devemos sempre buscar informações de qualidade, porque desta forma, não caímos nos “achismos” sem fundamento dos outros. Quando estamos bem orientadas, sabemos que tudo isso não faz o menor sentido e não nos preocupamos muito. Portanto, acho que esse é o caminho. É não se importar. É difícil, eu sei. Mas quando se aproximar de nós aquela pessoa sem noção, que ainda pensa que sabe tudo, apenas fundamentada em mitos e que fica dando milhões de pitacos na nossa vida e na dos nossos filhos; vamos respirar e contar até dez (risos). Não adianta discutir.

O importante é que estejamos bem informadas sempre, com autonomia e empoderamento. Desta forma sempre saberemos o que é melhor para nós e nossos filhos. E você, tem ouvido muitos pitacos por aí? Conte aqui pra gente a sua história! Gravei um vídeo sobre esse tema também, confira  a seguir e se gostar, não esquece de curtir, comentar, compartilhar. Não deixe de se inscrever no canal, para acompanhar todas as novidades e os próximos vídeos!

Beijos Maternos, Liri ♥

 

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