/ empoderamento materno

19nov 2015

Você Sabe o que é Maternidade Ativa?

Post por às em Criação com Apego

Muito sem tem falado sobre a maternidade ativa, mas você aí sabe o que ela de fato significa?! A maternidade ativa, é uma maneira de exercer a maternidade, com mais consciência e empoderamento. Muitas mulheres têm exercido este tipo de maternagem; com mais segurança das suas escolhas como mãe, dos seus instintos maternos e de sua própria intuição. É claro, que aliando isso tudo com informações embasadas na ciência, em evidências e estudos científicos.

Essas mulheres, praticantes da maternidade ativa, não estão muito preocupadas com os pitacos, palpites e “achismos” alheios; mas sim, se preocupam muito mais com os fatos científicos, e se encontram em conexão com as suas próprias verdades e intuições. Isso acontece desta forma, porque o autoconhecimento está muito presente na maternidade ativa, e é uma ferramenta poderosa de transformação. Ou seja, uma ótima oportunidade de se descobrir e conhecer melhor, de resgate da força feminina e de nossa criança interior.

Exercer uma maternidade ativa, é dedicar-se e entregar-se de corpo e alma na maternidade, com muito compromisso; é embarcar com tudo nesse universo mágico, poderoso e transformador. Essa maternagem mais consciente, deve iniciar desde a gestação, na qual se vivencia um gestar mais saudável, busca-se informações, redes de apoio e amplia-se os conhecimentos, no que refere-se ao processo de pré-parto/parto/pós-parto.

No parto,  a  mesma se relaciona com a humanização também, já que devolve o protagonismo para  a mulher, na qual ela decide a forma que deseja parir seu filho, a melhor posição que lhe agrade, os procedimentos que sabe ser necessários para este momento tão sagrado. A mulher neste processo deve ser respeitada por suas decisões e não se encontra desinformada e passiva, como infelizmente acontece muito. Sou uma praticante da maternidade ativa e me orgulho muito disso. Foi um passo muito importante na minha vida como mulher, como mãe, como ser humano.

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Com o meu primeiro filho, não me entreguei totalmente a esse processo da maternidade. Apesar do sonho de ser mãe, sentia  a necessidade de buscar ainda muitas coisas externas, queria fazer outras atividades das quais não somente me dedicar ao mundo materno. Isso fez parte da minha jornada, e também foi importante para meu crescimento pessoal e me ajudou a chegar até aqui.

Com a minha segunda filha, foi tudo diferente. Senti muito uma necessidade desde a gestação, de me conectar e me entregar mais com tudo o que estava vivendo. Pratiquei yoga, frequentei rodas de gestantes, grupos de mães. Após o seu nascimento, senti vontade imensa de educar e cuidar dela mais ativamente, sem o auxílio de outras pessoas, como por exemplo da minha mãe; pois quando meu primogênito nasceu, ele ficava aos cuidados da avó materna, já que nesse caso era a pessoa da qual mais confiava no momento para tal função.

Enquanto a avó cuidava dele, eu conseguia trabalhar, estudar. Quando a Lorena nasceu, a história foi diferente, porque preferi trabalhar em casa, para ficar mais participativa de tudo, para isso, tive que rever minha vida e priorizar algumas coisas em detrimento de outras, das quais para mim eram mais essenciais. Como sou arte educadora, e trabalhei nesta área educacional, entendo perfeitamente o “poder” da educação. Educar meus filhos da maneira da qual sempre sonhei, é algo muito importante para mim e cheguei a conclusão que isso só seria efetivamente possível, estando de fato mais presente em suas vidas.

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As mães têm esse poder nas mãos, de educar  e formar crianças melhores para o nosso mundo. Por este motivo é que não julgo as mães que optam por ficar em casa, por trabalhar no lar e cuidar dos seus filhos. Acho lindo demais e tenho  a maior admiração por elas. Muitas dessas mulheres, não querem estar em suas casas porque são “dependentes” do marido, porque não tem formação superior, ou não são capacitadas para o mercado de trabalho.

Muitas delas têm todas essas capacidades e qualificações, mas querem ficar próximas de seus filhos, trabalhando em casa, seja empreendendo seu próprio negócio ou até cuidando de seus lares e dos filhos. Não tem mal nenhum nisso. É algo maravilhoso e muito digno!  Tais mulheres também não são machistas por agirem assim. Muito pelo contrário. Elas querem criar filhos com mais amorosidade, com menos preconceitos.

A maternidade ativa é muito mais do que o decidir pelo aleitamento materno por livre demanda e de maneira prolongada, é mais do que a prática de uma educação sem violência, da criação com apego e até mesmo de aderir a cama compartilhada. Isso tudo pode englobar também, e não necessariamente desta forma; mas ela está sim, associada a uma entrega muito grande, uma busca de novos valores e um processo de mudança pessoal e do próprio mundo! Não é preciso estar 24h ao lado dos filhos para praticá-la.  Assim, como também não é necessário, trabalhar em casa para isto de fato acontecer. É simplesmente, estar conectada consigo mesma, com seus valores, com seus instintos maternais, femininos e se manter bem informada e atenta.

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Quando nos encontramos desta forma, só podemos estar no caminho do nosso próprio coração, e isso é o correto para  nós, independente das nossas escolhas. Cada mãe e cada mulher deve assumir a sua própria vida, seus processos individuais, sendo a protagonista de sua história; mas isso só é possível por meio do empoderamento feminino.  E isso é a maternidade ativa, exercer a maternagem com protagonismo! É assumir nosso força materna com todas as nossas entranhas. E você aí o que pensa a respeito do tema? Comente por aqui!

Beijos maternos, Liri ♥