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23out 2015

As mães vão mudar o mundo

Existe amor maior do que o de mãe por um filho?! Amor esse que gera, acalalenta, conforta, ensina, aprende, cuida, alimenta, protege. É por isso mesmo que acredito que as mães vão mudar o mundo! De um lado muitas pessoas enaltecem a função de uma mãe, mas por outro, ainda vemos e ouvimos por aí, muitos que desdenham da função materna. Não é incomum ouvir gente criticar as mulheres que optam pela maternidade, rebaixando essa função para algo “menor” e sem tanta importância.

Como se a maternagem tivesse que ser a última escolha, na escala de prioridades na vida de uma mulher. Isso porque hoje em dia, o que se valoriza é as mulheres que se formam nas universidades e dedicam muito tempo para a carreira profissional. São essas que têm mais valor social. As que ficam em casa cuidando do seus filhos, essas têm pouco valor para uma sociedade altamente competitiva e materialista.

asmaesvaomudaromundo

Sou formada, já dediquei muito tempo trabalhando fora de casa e ainda hoje, continuo trabalhando muito. A diferença é que resolvi fazer tudo isso dentro de casa. Será que por conta disso, terei eu, ou você mamãe que fez esta escolha, menos valor do que outras mulheres?!!!! Sou a favor das mulheres que trabalham, que conquistam sua independência financeira, que conseguem o “sucesso profissional”.

Só que sou a favor também da maternidade ativa e com muito apego!!! Muitas mães, com formação superior e trabalho estável, quando  resolvem engravidar, ter um filho, são  julgadas, ouvindo das pessoas que o lado profissional será afetado,  que a sua carreira vai estacionar. Será?! Talvez isso não aconteça somente desta forma. Diria que quando temos um filho, passamos por um período de  pausa para o amor. Não somos somente máquinas de trabalho. O mundo não precisa somente produzir dinheiro! Mas precisa urgentemente produzir AMOR!!!

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As que afirmam isso, só conseguem perceber o lado material da coisa. Esquecem que elas mesmas tiveram uma mãe, que as protegeu, que as amou, que as embalou, fornecendo amparo, alimento e carinho, sendo fundamental para a sua formação como pessoa, cidadão. Só me questiono o que seria de mundo sem as mães?!

Muitas mulheres na ânsia de se enquadrar no que a sociedade atual procura; ao se tornarem mães, trabalham demais, não dedicando tempo suficiente para suas crianças, enfraquecendo  parte do vínculo afetivo e se culpabilizando por isso. Se uma mãe consegue trabalhar fora e reservar tempo suficiente para os filhos, acredito que é muito bom. O que penso ser problemático, é a pressão que as pessoas de fora exercem, quando a escolha é diferente do que elas acreditam ser a mais “correta”.

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Muitos dizem que os filhos são do mundo e não das mães, que devem aprender desde cedo a se virar sozinhos, a ficar em creches, escolinhas, com cuidadores. E menos, muito menos tempo com  as mães, é que é o correto. Porque estas têm que trabalhar fora de casa. Dizem que colo demais estraga, que amor demais não é positivo e a vida é dura. Muito dura.

Com essa história toda, o que vemos, são crianças crescendo tristes por falta de afeto, desejando mais atenção de suas mães, de seus pais. Aprendem que amor deve ser distribuído muito pouco, porque existem coisas mais importantes do que demonstrações de carinho. Aprendendo que a vida é amarga e dificilmente se encontra amor. É claro que sim, pois elas vivenciam isso dentro de suas casas. Essas, quando se tornam adultas, têm dificuldades de demonstrar sentimentos, mesmo almejando demais por isso. Mas secretamente, porque não existe espaço para essas coisas. Principalmente ainda, quando se é do sexo masculino!

Os primeiros aprendizados, começam dentro de casa. Imaginem se todas as mães fornecessem sempre carinho por livre demanda para seus pequenos, atenção. Se pudéssemos mesmo, exercer essa função com toda amorosidade, sem ser criticada por isso. Teríamos com certeza um outro mundo, novas crianças, novos adultos, sabendo que amor é bom!! Não é ruim! Que ele não é o problema, mas a solução para todos eles!

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 É preciso compreender, que por trás destes discursos de diminuição da função materna; existe um sistema sedento por nos transformar em seres menos sensíveis, para que desta maneira, seja possível melhor “sustentá-lo”. Assim, é muito mais fácil competir no mercado de trabalho, focando sempre no lado material e cada vez menos no afetivo.

Volto a repetir que valorizo muito o trabalho, o desenvolvimento intelectual feminino. O que não me faz valorizar menos a maternidade, as mães, as mulheres. Quando inferiorizamos o aspecto materno, estamos fazendo isso com todas nós, com as nossas mães, as nossas avós. Se algumas mulheres não querem se tornar mães, muito bem! Mas que ao menos não critiquem as que têm esse desejo. As mães são fundamentais. E mesmo que essas mesmas mulheres não se tornem mães, elas têm essa face dentro delas.

Algumas mulheres hoje em dia, optam por ficar em casa e não trabalhar fora para cuidar dos filhos; essas ainda são as mais criticadas. Só peço que parem! Parem de fazer isso! Elas são puro amor, precisamos ter gratidão, respeito e não o contrário!!!!! Mais amor, por favor, mais amor, por essas mães amorosas; porque as mães… Ah! Essas sim vão mudar o nosso mundo!!!!

Beijos maternos, Liri ♥