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25set 2015

O Parto Que Nos Pariu

Este post, é um relato da leitora, Aline Vieira, que com todo o seu empoderamento feminino, teve um parto lindo, com todas os seus desejos respeitados, de forma amorosa e com assistência humanizada. Ela compartilhou generosamente toda essa experiência com a gente!! Vem ler que você vai se emocionar!!! 

O SUSTO
29 de junho de 2015, 41 semanas de gestação. Manhã de sol, dia lindo. Me levantei empolgadíssima pra irmos fazer o último ultrassom e constatar que estava tudo bem com a Zoé. 
Felipe, como sempre presente, nos acompanhou até a clínica. O médico fez um ultrassom de exatamente 3 minutos, e por volta de 1 minuto e meio do exame disse: 
"corre pro hospital, seu ILA (líquido amniótico) está muito baixo; 4,6 de ILA, isso não é bom pra sua bebê."
Senti meu peito apertar e o medo invadir. Felipe, com a sua serenidade de sempre me tranquilizou e me pediu pra que ligasse na casa Angela, a casa de parto que escolhemos para o nascimento dela. Liguei, e ouvi o que eu mais temia, o médico estava certo, 4,6 de ILA é muito abaixo do normal, parir na casa Angela já estava fora de cogitação, mesmo assim fomos pra lá para que me avaliassem. Chorei, chorei e chorei. O medo me dominou, não parava de pensar nos infinitos procedimentos desnecessários pelo qual a Zoé passaria no hospital assim que ela nascesse. Eu q tinha lutado tanto pelo meu tão sonhado parto, não entendia o porquê estava acontecendo aquilo comigo, e perguntava a Deus o porque. Chegamos na casa Angela, uma das minhas doulas já estava lá, Raquel me recebeu com um abraço aconchegante, lhe disse que sentia medo, e ela me disse que tudo ficaria bem. A obstetriz da casa, bruna, nos avaliou, minha pressão estava boa, o cardiotoco perfeito. Fez uma carta de encaminhamento. Caiu minha ficha do que estava acontecendo realmente, eu iria pro hospital pra que eles induzissem meu parto. O medo não me abandonou um minuto sequer. Minha outra doula, Denise, tinha chego, recebi outro abraço aconchegante, cúmplice, me lembrou que a Zoé estava chegando, que era um momento feliz. E então ela me disse: "aline, conheço um GO humanizado que está de plantão hoje num hospital publico, falei com ele, passei seu caso, e ele me disse que se vc quiser ir pra la, ele te atende, ele vai ficar de plantão hoje o dia todo, e a noite também". Mudei meu plano B ali, na hora, nada de amparo maternal. Confiava na Denise, e ela confiava nele, então não tive dúvidas.
No caminho até o hospital, fiz uma oração, pedi proteção à Deus, pedi pra que ele acalmasse meu coração, e disse que aceitava os planos dele nas nossas vidas. Chorei mais um pouco, e então veio a canção que eu usava como mantra no final da gestação, canção do Bob Marley que diz: "Não se preocupe com nada porque cada pequena coisa
Vai ficar bem". Fui cantando. Chegamos e fui super bem atendida, o doutor pediu outro ultrassom, só por desencargo de consciência, e foi aí que eu tive a resposta de que realmente não tinha q me preocupar, tudo ficaria bem. O médico do ultrassom também já sabia do meu caso, me pediu o ultra que havia feito pela manhã e ao vê-lo o primeiro comentário dele foi: "caraaaca, esse cara fez um ultrassom em 3 minutos e ainda mediu o ILA e tudo mais? To precisando ter aula com ele, esse cara é bom!" No tom mais irônico que alguém pode ter. Não sei quanto tempo se passou até ele dizer: "9,2 de ILA Aline, aí dentro tem líquido amniótico pra caramba, fica em paz". Meu coração se alegrou, avisei as doulas e minha sogra que estavam na sala de espera, a notícia boa contagiou. Raquel me disse q ligaria na casa Angela enquanto eu iria falar com o doutor Paulo. Na espera pelo doutor recebi uma ligação, era a bruna da casa angela, me dizendo que voltasse com o laudo desse ultimo ultrassom, que estava tudo certo, que Zoé poderia nascer lá! 
Saímos do hospital rumo a casa Angela. Eu esbanjava alívio, alegria, sorriso de orelha a orelha. Agradecia constantemente à Deus, à vida. O medo se foi dando lugar à confiança e segurança, Zoé queria nascer na casa Angela, meu sonho me tinha sido entregue nas mãos novamente!

O TRABALHO DE PARTO 
Chegamos na casa Angela, Barbara, obstetriz, nos atendeu. Eu já estava de 41 semanas, decidimos induzir o parto com o descolamento de membrana ( o qual eu achei q doeria muito e não doeu nadinha). Foi feito então o meu primeiro exame de toque durante a gestação (abandonei meu médico do convênio com 36 semanas de gestação, falei q não queria o exame de toque, afinal não estava em tp, e ele me respondeu que eu não tinha o que querer. Olha o médico bonzinho dando as caras aiii). Barbara viu q eu tinha 2cm de dilatação, então descolou a membrana.
Saímos da casa Angela e fomos direto pra um rodízio de pizza, meus sogros, Felipe e eu. Me empanturrei de pizza, senti algumas cólicas, mas nada que me impedisse de comer. Voltamos pra casa depois de um dia mega exaustivo, felizes e confiantes. Passei a madrugada acordando com cólicas, nada ritmado, e super conseguia dormir. Até que, as 5 da manhã acordei pra fazer xixi, e no meio do caminho tive q parar e respirar fundo, senti a onda me pegar, uma contração. Quando passou fui fazer meu xixi, sorrindo e dizendo a Zoé que nosso encontro estava próximo, que ela não precisava ter medo, que por mais que fosse algo novo para nós, passaríamos por tudo juntas, e aprenderíamos juntas o caminho pro nosso encontro, que eu confiava nela, em mim, e na natureza perfeita que temos. Na volta ao quarto, mais uma, respirei fundo e pensei: "isso ta rápido demais, melhor eu contar". Deitei novamente e 3 minutos depois, mais uma, eu não conseguia ficar deitada ou sentada, meu corpo me pedia pra ficar em pé e andar, me pedia pra remexer o quadril, o obedeci. As 5:40 da manhã do dia 30/06 avisei minhas doulas e fotografa, me lembro de dizer: "não sei se estou em tp", mentira, eu sabia! 
Acordei o Felipe e Fui pro banho quente pra ver o que acontecia, e as contrações continuavam de 3 em 3 minutos. Decidimos então ir pra casa Angela para uma avaliação. As 8 chegamos, Raquel já estava lá, as obstetrizes Karina e Talita nos receberam com todo carinho, fui avaliada, os mesmos 2cm de dilatação. Fizemos um cardiotoco, e enquanto isso, raquel ia me dando pedacinhos de pera com mel na boca (eu estava muito diva.. Hahah). Depois da avaliação completa foi sugerido que voltássemos pra casa, ainda não era a hora de ficar la. Então voltamos eu, Felipe, minhas duas doulas Denise e Raquel, e a fotografa Larissa. 
O clima em casa foi super gostoso e descontraído. Coloquei minha playlist do parto pra tocar, Denise ascendeu um incenso, eu estava a vontade, sentada na bola de pilates (santa bola), embaixo do ventilador, tomando meu açaí, e de meia no pé, hahahah. Felipe sentado atrás de mim, me apoiando, cantávamos juntos as canções, me acariciava, eu estava feliz por te-lo ao meu lado. Me emocionei e chorei quando a canção espatódea começou a tocar .
A cada contração que eu tinha, pensava que estava um pouco mais perto da Zoé, respirava fundo e me conectava com ela. Eu estava entregue, de corpo, alma e coração. Eu estava tão confiante e segura, que eu conseguia relaxar profundamente, a ponto de tirar um cochilo com direito a ronco e tudo nos intervalos das contrações, e quando ela vinha, Denise e Raquel se intercalavam me fazendo uma bendita massagem. Ainda em casa fui pra debaixo do chuveiro, sentei, e descobri o quanto a água era boa, sentia ela escorrer pelo meu corpo, cada gota era um alívio e eu não queria sair dali. Tive medo da bolsa estourar e eu não notar, afinal estava embaixo do chuveiro e perguntei a Raquel: 
- Raquel, se a bolsa estourar eu vou saber? Não é tudo água? ela riu e disse:
- Sim, você vai saber, vai sentir o ploft! 
A essa altura, eu não só respirava fundo quando a contração vinha, eu vocaliza um "aaaaaaaaaaaaaaaa" ou "uuuuuuuuuuuuuuuuu", vocalizava, não gritava! E acreditem, vocalizar também era um alívio. Ainda em baixo do chuveiro Comecei a cantar uma canção em agradecimento a Deus, ela dizia: "por tudo o que tens feito, por tudo que vais fazer, por tuas promessas e tudo que és, eu quero lhe agradecer com todo o meu ser. Te agradeço meu Senhoooooor..."
Enquanto cantava, visualizava Zoé chegando nos meus braços, e quando sai do meu transe as meninas me sugeriram que voltássemos a casa angela. Fiquei em duvida, eu não queria ir pra voltar pra casa novamente, elas me disseram que acreditavam que eu não voltaria. Então me arrumei. Preciso ressaltar todo o cuidado que elas tiveram comigo, desde o apoio emocional, as massagens relaxantes, ate o cuidado de me secar após o banho, todas elas, inclusive a fotografa que entrou na dança e veio me vestir.
Era 1 hora da tarde, então tentei almoçar antes de ir, três garfadas e não rolou. 

E lá fomos nós novamente; eu, Felipe, doulas, fotógrafa e meu pote de açaí rumo a casa Angela. Chegando la, Talita me avaliou e disse o que eu temia; os mesmos 2 cm de dilatação, ela ainda disse que o meu colo do útero estava baixo e fininho, que era um sinal de que meu corpo estava trabalhando bem e que eu ficaria lá na casa para observação! Nos primeiros minutos meu pensamento foi: "não acredito que ainda só 2cm, poxa ". Denise então me disse que eu estava indo super bem, para não desanimar. Alias, elas me lembravam toda hora que eu estava indo bem, que tudo estava correndo perfeitamente bem, e isso recarregava minhas energias. Fomos pro centro de parto, ligamos a música, minhas contrações continuavam de 3 em 3 minutos, e eu sentia mais intenso, então fui pra banheira pra relaxar, e eu relaxei mesmo, no intervalo das contrações eu cochilava, meu corpo submerso na água me trouxe uma paz, mas as contrações não cessaram ou espaçaram, continuavam como no início, 3 em 3 minutos. Andei pelo quarto, rebolei, sentei na bola e então pedi pelo chuveiro. Não sei dizer quantas horas fiquei embaixo dele, também não sei dizer o momento em que a Raquel foi embora, lembro dela se despedir, mas não lembro o momento. O chuveiro da casa Angela tinha uma ducha mais potente do que o de casa, e mais, lá tinha espaço para a bola de pilates e pra Denise ficar massageando-me quando vinham as contrações. Ai eu fui ao delírio, a junção destas três coisas estava bom demais e nada me tiraria dali! Pedi pra que ela chamasse o Felipe, ele veio e ela nos deixou. Tivemos nosso momento, o olhar dele me transmitia confiança, amor e admiração, ele me disse que estava feliz e confiava em mim enquanto trazia à minha boca pedacinhos de manga. Notei que estava perdendo o tampão mucoso, senti que meu corpo não queria mais ficar sentado, pedi pra sair do banho. Felipe me secou e fomos pro quarto. A essa altura eu não sabia mais como ficar, não me lembro mto bem o que aconteceu, lembro que senti vontade de fazer coco, então fomos ao banheiro, eu e Denise, e quando fiz força: PLOFT, a bolsa estourou. Avisei a obstetriz desde o banheiro mesmo, gritei: "a bolsa estourou", Voltamos ao quarto e Talita me perguntou se ela podia me avaliar, deixei, pedindo pra Deus pra que tivesse progredido um pouco. Ela esperou a contração passar e fez o toque, me perguntou se eu queria saber e eu disse q sim, 5 cm de dilatação, agradeci por ter progredido. Eram 18:55, eu ja estava ha 13 horas e 55 minutos com contrações de 3 em 3 minutos, e 5cm de dilatação, legal, vai demorar mais 12 horas pra dilatar mais 5cm, foi exatamente o que eu pensei. Desde o começo do tp eu sentia uma ânsia de vomito forte, pensei até em enfiar o dedo na goela, mas depois decidi que o que tivesse que sair, sairia sozinho, não sei ao certo se foi nesse momento que vomitei, mas me lembro de vomitar e chorar pedindo pela minha mãe. Karina veio com sugestões de posições, e me disse que como a bolsa tinha estourado, eu sentiria uma pressão maior nas contrações. E assim foi. Todos esses dias eu estive pensando numa descrição pra dor da contração, e cheguei a conclusão que ela era como um abraço forte, eu realmente me sentia abraçada, sentia a Zoé ser abraçada, e conforme o caminhar do tp, ela era cada vez mais intensa e longa, sempre me fazendo parar para senti-la, sempre me fazendo respirar fundo e me conectar com minha filha. Não sei o porque, me perdi no meio do caminho, eu já não respirava bem durante a contração e a rejeitava, comecei a lutar contra meu corpo e senti uma dor que não tinha sentido até então, comecei a gritar que não queria mais aquela dor, que eu estava cansada, comecei a achar que eu não conseguiria, pedi pra Deus não me abandonar, falei que eu não queria desistir. Felipe me disse que eu não desistiria e Denise com toda sua tranquilidade me lembrou que a contração era minha amiga, que ela estava trazendo a Zoé pra mim, que eu estava indo bem, que a Zoé tinha colaborado até ali, pra eu não lutar contra. Essas palavras bastaram pra que eu encontrasse o caminho novamente. Com a bola de pilates no chão, me apoiei nela, estava de quatro, ainda ganhando as massagens, comecei a chorar, e a vocalizar: "a contração é booooooaaa", me lembro tbm de cantar um trecho da música que soava no radinho, que dizia: "te damos graças e louvores, agradecemos independente das dores, só agradece, a esse dia q foi dado, agradece a natureza e o cuidado, agradece, novo dia outra chance de recomeçar...". Aquela posição não estava confortável, colocamos então a bola em cima da cama, e eu em pé de um lado da cama, o felipe do outro lado da cama me deu as mãos apoiou no outro lado da bola. Denise continuava atrás de mim com a massagem divina. Me lembro de dizer: "ai, ta tão gostoso", e realmente estava, o ambiente, a cumplicidade, o carinho, a massagem. Não demorou muito e eu disse: "to com vontade de fazer coco" e a Denise respondeu: "faz o que o teu corpo lhe pede, não lute contra ele". Contração e segundos depois o abraço se transformou em puxo, meu corpo obedeceu e empurrei, 3 minutos depois a mesma coisa, a cada contração meu corpo me pedia pra empurrar e eu o obedecia. Vi as obstetrizes Fran e Talita entrarem na sala com o kit neonatal, o puxo passou e eu sorri, o expulsivo tinha chego, mais rápido do que eu imaginava. 3 minutos depois outro puxo e senti a Zoé, falei empolgadamente: "amor, eu to sentindo ela, eu to sentindo ela descer". Felipe enterrou a cabeça na bola de pilates e começou a chorar, emocionado. Acariciei seus cabelos. A cada contração eu sentia a Zoé cada vez mais perto, me perguntaram se eu tinha o desejo de parir de alguma maneira, disse que queria na banheira, e rapidamente a encheram. Achei q não fosse dar tempo de entrar na banheira, eu estava sentindo a Zoé descer cada vez mais e precisei de ajuda pra andar ate a banheira e entrar nela. Perguntaram pro Felipe se ele queria entrar, ele disse que não, eu queria que ele entrasse, mas não consegui dizer. Meu corpo me pedia para empurrar com mais força, e eu encontrei essa força no grito. Senti o famoso círculo de fogo e perguntei o q estava acontecendo. Talita me disse pra colocar a mão e sentir eu mesma, fiz isso e senti a cabecinha dela, a emoção me arrebatou, mais umas duas contrações e ela nasceu, no radinho soava a canção verdades do tempo, a peguei na água e trouxe pro meu colo, estava dormindo, alguns segundos depois ela abriu apenas um olho, deu um chorinho e voltou a dormir, quando acordou novamente já estávamos na cama e eu estava parindo a placenta, a casinha dela, que a nutriu durante 41 semanas e dois dias! A coloquei no peito e ela mamou!Me senti realizada com ela nos braços, estava tão feliz, um amor infinito tomava conta do meu ser. Estava tão agradecida por ter conseguido proporcionar um nascimento tão amoroso e respeitoso à ela. Agradecida por estar rodeada de pessoas iluminadas, por ter tido um parto cheio de carinho. Agradecida por não ter sofrido em momento algum, por ter meus desejos respeitados. Não tive o corte do períneo, a bebéia grande passou sem ajuda do corte, ela nasceu com 3,915kg e 51 cm. Tive apenas 3 lacerações, duas delas superficiais e não precisou de pontos, na outra foi dado um pontinho pois não parava de sangrar. Pra você que acha que parto normal arregaça a vagina, você está redondamente enganadx. Tomei um banho com a ajuda da Denise, trocamos de quarto e jantei, a fome bateu de jeito, a comida estava uma delícia. Felipe a segurava olhando sem parar pra ela enquanto eu comia. Depois de tudo soltei um comentário: "nem doeu tanto assim". Rimos! Zoé nasceu as 19:50 do dia 30/06, rodeada de respeito e amor, o quarto estava iluminado apenas por um abajur, nada de luz forte no olhinho dela, não pingaram o colírio nitrato de prata (afinal eu não tenho gonorréia, e a única função deste colírio é prevenir a cegueira em bebês que tem contato com a gonorréia ao passar pelo canal vaginal). Zoé não foi aspirada por nenhuma via, nem nariz, nem boca, muito menos vagina e ânus (sim, alguns hospitais aspiram tudo isso!). Não a esfregaram pra limpar o vérnix, a função dele é proteger a pele do bebê que está em contato com o ar pela primeira vez, banho só 24 horas depois!! O corte do cordão aconteceu só quando ele parou de pulsar, a vitamina k foi dada oralmente, nada de injeção no primeiro dia. Também não forçaram as perninhas dela esticando para medir, afinal ela passou muito tempo com as pernas encolhidas, esticar dói, medida só na alta! Foi muita ocitocina num parto só!! <3 O nascimento dela me curou, curou traumas, medos e aflições. Me fez forte. Ali naquela sala de parto nasceu uma família. Nasceu um homem que passou a enxergar sua companheira com outros olhos, um pai companheiro e prestativo. Nasceu uma mulher confiante e segura, nasceu uma mãe leoa, disposta a tudo por sua cria. Nasceu também Zoé, fazendo jus ao seu nome, trazendo vida à nossas vidas!